Nós Ainda Estamos de Pé

“Em 17 de julho de 2012, os habitantes do planeta Terra sofreram um ataque feroz e inesperado vindo do espaço. Dois anos após a invasão, apenas 2% da população mundial restou. Os remanescentes agora estavam forçados a tentar sobreviver, buscando refúgio nos metrôs e túneis subterrâneos. Nas ruas os humanos eram caçados, mortos ou capturados.”

“Nós Ainda Estamos de Pé” é uma coletânea de contos baseados nesse mesmo universo. A ideia é explorar a vida dos sobreviventes depois do violento ataque alienígena, em lugares diferentes da Terra e de diferentes maneiras.

Você pode ler os contos no Wattpad ou no Sweek.

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O Som do Silêncio

Desenho retirado do Pinterest. Créditos na imagem.

Volta e meia preciso de momentos de silêncio – silêncio de palavras – e os sentimentos que não querem calar, anseiam por serem extravasados. Aí entra a música na minha vida. A alegria é expressa em uma dança de acordes, rápida, animada, cheia de energia. E a melancolia pede – não, ela exige – um ritmo cadenciado, acordes menores, soa como um lamento. E sinceramente, desta última é que surgem as melhores melodias, lampejos vindos das sombras, beleza extraída do caos.   

“As cordas dobram e deslizam”

Quando eu estou tocando meu violão ou minha guitarra, o tempo para. Sério, é como ir pra outra realidade, outro lugar, longe daqui. Entre os punhados de acordes eu coloco a minha voz, o instrumento e a voz entram em comunhão. As cordas já velhas e desgastadas e a voz-não-tão-afinada conversam entre si, como em uma roda de conversa com os amigos, trocam ideias, dão risadas.

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Crônicas de um Escritor Preguiçoso #1 – Ônibus, rotina e Aristóteles

Imagem relacionada

Imagem retirada da internet.

O despertador toca as cinco e vinte e cinco da manhã como de costume. Levanto, tomo meu café da manhã enquanto leio algumas postagens e mensagens nas redes sociais. Agora já passam das seis e vinte, hora de ir. Não sou grande fã da rotina, confesso, mas não conheci ninguém que seja, até agora.

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Da janela de um sonho

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Dentro da fantasia onírica, eu me sinto completo
A felicidade é tangível e a dor não é sentida
O barulho da cidade dá lugar a calmaria
Eu consigo ouvir o canto dos pássaros, eu consigo ouvir minha mente
Melancolia me abandona e eu não estou sozinho aqui.

Eu estou devaneando e a realidade está desvanecendo
Eu assisto a cidade e as pessoas passando
Da janela de um sonho (…)

***

Esse é um trecho de uma música que eu estou compondo. Espero que gostem!

Guerra

War Pigs by Christopher--Morales

War Pigs por Christopher Morales (Confira o Deviant Art do artista aqui).

A guerra, nada encerra

Ela liberta a fera

Que nós habita

Também ressuscita

O ódio, que adormece em nosso ventre

“Velhos, mulheres, crianças e doentes”

Grita o oficial, mostrando-os seu novo lar

Um novíssimo e cinzento abrigo nuclear

“Mas é claro que podemos ganhar!”

Diz o general ao presidente

Que mal sabe que por trás da alta patente

Não há coração

“Pedimos rendição!”

Grita o general

Caído ao chão

Te digo com certeza absoluta

Não há vencedores na guerra

A honra dos soldados caídos é ofuscada

Pela sujeira dessa luta

Absurda, covarde e injusta.

***

Gostou dessa poesia? Deixe uma curtida e se possível, deixe também um comentário, adoraria ter um feedback de vocês, um abraço e até breve.